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ReviewReviewReviewReviewReviewApr 22, '12 5:23 PM
by Ana Maria for everyone
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Nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Em homenagem ao seu nascimento, neste dia comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil.

Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusto Lobato. Seu nome verdadeiro era José Renato Monteiro Lobato, mas em 1893 o autor preferiu adotar o nome do pai por desejar usar uma bengala do pai que continha no punho as iniciais JBML.

Juca, apelido que Lobato recebeu na infância, brincava em companhia de suas irmãs com legumes e sabugos de milho que eram transformados em bonecos e animais, conforme costume da época. Uma forte influência de sua própria experiência reside na criação do personagem Visconde de Sabugosa.

Ainda na infância, Juca descobriu seu gosto pelos livros na vasta biblioteca de seu avô. Os seus prediletos tratavam de viagens e aventuras. Ele leu tudo que lá existia, mas desde esta época incomodava a ele o fato de não existir uma literatura infantil tipicamente brasileira.

Um fato interessante aconteceu ao então jovem Juca, no ano de 1895: ele foi reprovado em uma prova oral de Português. O ano seguinte foi de total estudo, mergulhado nos livros. Notável é o interesse de Lobato escritor no que diz respeito à Língua Portuguesa, presente em alguns de seus títulos. É na adolescência que começa a escrever para jornaizinhos escolares e descobre seu gosto pelo desenho.

Aos 16 anos perde o pai e aos 17 a mãe. A partir de então, sua tutela fica a encargo do avô materno, o Visconde de Tremembé. Formou-se em Direito pela faculdade de seu estado, por vontade do avô, porque preferia ter cursado a Escola de Belas-Artes. Esse gosto pelas artes resultou em várias caricaturas e desenhos que ele enviava para jornais e revistas.

Em 1907, 3 anos após sua formatura, exerceu a promotoria em Areias, cidadezinha do interior. Retirou-se depois para uma fazenda em Buquira que herdou do avô, falecido em 1911. Este município, onde surgiu um Lobato fazendeiro, recebeu seu nome em sua homenagem.

Casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Do casamento vieram os quatro filhos: Edgar, Guilherme, Marta e Rute.

Em 1918 lançou Urupês, e o êxito fulminante desse livro de contos colocou-o numa posição de vanguarda. Neste mesmo ano, vendeu a fazenda e transferiu-se para São Paulo, onde inaugurou a primeira editora nacional: Monteiro Lobato & Cia. Até então, os livros que circulavam no Brasil eram publicados em Portugal. Por isso, as iniciativas de Lobato deram à indústria brasileira do livro um impulso decisivo para sua expansão.

Em 1926, foi nomeado adido comercial da embaixada brasileira nos Estados Unidos, de onde trouxe um notável livro de impressões: América. Usou, assim, suas principais armas em prol do nacionalismo no tocante à exploração de ferro e petróleo no Brasil: os ideais e os livros.

Preocupado com o desenvolvimento econômico do país, chegou a fundar diversas companhias para a exploração do petróleo nacional.. O fracasso dessa iniciativa deu-lhe assunto para um artigo: O Escândalo do Petróleo. Já sob o Estado Novo, sua persistência em abordar esse tema como patriota autêntico valeu-lhe três meses de prisão.

No público infantil, Lobato escritor reencontra as esperanças no Brasil. Escrever para crianças era sua alegria, por isso adorava receber as cartinhas que seu pequenino público escrevia constantemente. Achava que o futuro deveria ser mudado através da criançada, para quem dava um tratamento especial, sem ser infantilizado. O resultado foi sensacional, conseguindo transportar até hoje muitas crianças e adultos para o maravilhoso mundo do Sítio do Picapau Amarelo.

Faleceu em São Paulo, no dia 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, por causa de um derrame.

A obra lobatiana é composta por 30 volumes. Tem um lugar indisputável na literatura brasileira como o Andersen brasileiro, autor dos primeiros livros brasileiros para crianças, e também como revelador de Jeca Tatu, o homem do interior brasileiro.

Apesar de ter sido, em muitos pontos, o precursor do Modernismo, a ele nunca aderiu. Ficou conhecida a sua querela com modernistas por causa do artigo "A propósito da exposição Malfatti". Ali critica a mostra de pintura moderna da artista, que caracterizava de não nacional.



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CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. "MONTEIRO LOBATO (1882-1948) -


ReviewReviewReviewReviewReviewJan 22, '12 4:47 PM
by Ana Maria for everyone
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Mário de Andrade nasceu em São Paulo, no ano de 1893. Professor, crítico, poeta, contista, romancista e músico, formou-se pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, passando a lecionar neste mesmo local posteriormente. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo.

Durante sua trajetória, Mário de Andrade fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore e também passou por vários cargos públicos, entre estes, foi diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo.

Apesar de ter sido uma pessoa com inúmeras ocupações, este artista modernista sempre tinha tempo para ajudar os escritores que ainda não eram conhecidos.

Enquanto viveu, ele lutou pela arte com seu estilo de escrita puro e verdadeiro. Certo de que a inteligência brasileira necessitava de atualização, este escritor modernista nunca abandonou suas maiores virtudes: a consciência artística e a dignidade intelectual.

Foram de sua autoria os versos de Paulicéia Desvairada, considerada o marco inicial da poesia modernista no Brasil. Uma outra obra deste artista que se destacou por sua contribuição ao movimento modernista foi o livro Macunaíma, romance onde é mostrado um herói que tem as qualidades e defeitos de um brasileiro comum.

Suas obras estão agrupadas em dezenove volumes com o título de Obras Completas. As principais são:

Poesia
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917), Paulicéia Desvairada (1922), Losango Cáqui (1926), Clã do Jabuti (1927), Remate de Males (1930), Poesias (1941), Lira Paulistana (1946), O Carro da Miséria (1946), Poesias Completas (1955).

Romance
Amar, Verbo Intransitivo (1927), Macunaíma (1928).

Contos
Primeiro Andar (1926), Belasarte (1934), Contos Novos (1947).

Crônicas
Os filhos da Candinha (1943).

Ensaios
A Escrava que não é Isaura (1925), O Aleijadinho de Álvares de Azevedo (1935), O Movimento Modernista (1942), O Baile das Quatro Artes (1943), O Empalhador de Passarinhos (1944), O Banquete (1978).

Reconhecido por sua contribuição na criação de idéias inovadoras, Mário de Andrade morreu em São Paulo no ano de 1945.

Fonte www.suapesquisa.com


"Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição."

- "O passado é lição para se meditar, não para se reproduzir."

- "Passado é lição para refletir, não para repetir."

- "Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi."

MÁRIO DE ANDRADE



ReviewReviewReviewReviewReviewDec 8, '11 7:30 PM
by Ana Maria for everyone
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Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu a 6 de julho de 1907, filha de um fotógrafo que trabalhava para o governo, Gillermo Kahlo, e de uma mãe que considerava “fria” e “cruel”, Matilde Calderón. Seu nome, Frida, remete diretamente à herança do pai, um judeu alemão que, apesar dos pesares, contraiu matrimônio com uma católica fervorosa. A pintora, bipartida desde as origens, vivenciaria, no México, a cisão entre uma família de ambições aristocráticas (“burguesas”, segundo a terminologia da época) e um país eminentemente agrário, com um forte componente multirracial (indígena, mais do que qualquer coisa). A simbologia desse conflito interno, de personalidade, ficaria mais notoriamente representado no quadro Las dos Fridas (1939), em que a artista se retrata, ao mesmo tempo, como a colonizadora espanhola (à esquerda) e como a índia folclórica (à direita). No longa, é emblemática a cena dos preparativos de seu casamento, quando Frida, de noiva, troca seus trajes com os de sua mucama; e, durante a festa, abre o plano principal com outro quatro, Frida y Diego (1931), onde estão retratados os noivos.

Frida y Diego (1931)O encontro com Diego Rivera, o segundo acidente mais trágico de sua vida (com afirma em um dado momento), aconteceria depois de um primeiro, a bordo de um tranvía (mistura de bonde com ônibus, o mesmo que atropelou, na Espanha, Gaudí). No filme, a meninota de 16 anos que se deslocava a carrera pelos corredores da Escuela Nacional Preparatoria (tencionava cursar medicina), e que precocemente cometia estrepolias sexuais com o namorado, Alejandro Gómez Arias, de repente, se vê confinada a uma cama, a uma coleção de espartilhos e, posteriormente, a uma cadeira de rodas. Na separação forçada do mundo exterior, e da rejeição do primeiro amor (Alejandro anunciaria sua mudança para a Europa), forja-se a artista plástica – pois, como afirma Goethe, o caráter se forma em sociedade, mas o talento, na solidão. A família então assimilaria a sua inclinação pelas artes através de dois gestos bem marcados: primeiro, pela construção de um cavalete especialmente concebido para que Frida pudesse pintar sem se levantar; e segundo, pela instalação de um espelho no dossel da cama, permitindo que compusesse seus primeiros auto-retratos.

Daí, a pintora evoluiria, em paralelo à sua recuperação (segundo a fita), para o retrato de cada um dos membros de sua família. Esse intimismo, da preferência pelo cotidiano, pelo dia-a-dia, acompanharia a artista que, pode-se dizer, cunharia um quadro para cada fase decisiva de sua vida. Contrastando, como em todo casal, com os anseios de grandiosidade e glória de seu marido, Diego, que se lançaria à confecção de vastos murais, com temática social e revolucionária. Em Frida, a sugestão das diferenças entre o “masculino” e o “feminino” é, às vezes, delicada, e, outras vezes, avassaladora. Como quando, por exemplo, se percebe a diferença de altura entre ele e ela, a oposição entre o corpo frágil de Kahlo (sujeito a incessantes intervenções médicas) e o corpanzil insaciável de Rivera, com apetite para devorar o planeta – o mesmo que, de acordo com o filme, conduziu-o até Nova York, até Nelson Rockefeller.

A aparente brutalidade de Diego faria a mãe de Frida comentar (desgostosa com a união dos dois): – “É o casamento de um elefante com uma pomba”. A honestidade bonacheirona do muralista também se faria risível, no instante em que ele pediria a mão da intrépida retratista, prometendo não “fidelidade” mas sim “lealdade”. (Prometendo e não cumprindo: Rivera, nos seus arroubos de mujeriego, não perdoaria nem mesmo a irmã de Kahlo, Cristina.) Ou na ocasião em que a jovem artífice aborda o consagrado artista e lhe pede uma opinião sincera sobre suas telas. Diego, no melhor estilo fatalista-vocacional, sentencia: – “Se você for pintora de verdade, nunca vai conseguir parar de pintar: vai pintar até morrer”. Ao que Frida retruca al tiro: – “Mas eu preciso trabalhar para sustentar meus pais [eis a família aí, novamente] e, se não for boa o suficiente, preciso me dedicar a outra profissão”. (Lógico que era boa. Tanto que o surrealista André Breton viria ao México implorar para que expusesse em Paris; o Louvre aceitaria uma pintura sua [a primeira da América Latina]; e os Estados Unidos a homenageariam com um selo comemorativo [o primeiro dedicado a uma mulher hispânica].)

Mas Frida se faria célebre antes que a consagração a alcançasse (apenas na década de 80 do século XX). Estamos falando do tempo em que, já separada de Diego, abrigaria na Casa Rosa (hoje Casa Azul, de seus pais) um refugiado ilustre: Leon Trotski. Para quem, antes dos 20 anos, discutia o viés político de Hegel (tendo passado por Marx) e lia Schopenhauer, alternando-o com Spengler, fluentemente, a visita de um dos heróis da revolução russa tinha algo de grandiloqüente. No filme, é a seqüência em que a história ganha novo fôlego, alimentada pela chegada de um dos maiores intelectuais dos 1900s e pelo espírito de aventura que pairava no ar, ao se dar guarida a um dos inimigos mais perseguidos por Stalin. Da convivência de uma mente embotada pelo sofrimento e pela inteligência com uma artista original, quase primitiva e ainda fértil, nasceria um caso amoroso que, pelo que se pode concluir, custaria a vida de Leon. É Natalia Sedova, sua esposa, que percebe o arranjo, e decreta uma mudança para um hotel. A mesma que lhes cairia fatal. Frida, então, é presa e interrogada (a respeito do assassinato do revolucionário) e, na cadeia, sofre de gangrena, tendo os dedos dos pés amputados.

No fim, casar-se-ia uma segunda vez com Rivera, que seguiria venerando-a mesmo durante a dependência de morfina e a impossibilidade permanente de andar (teria ainda uma das pernas amputadas). O que o longa não mostra é que esses últimos anos seriam os mais produtivos de Frida Kahlo (ela vivia implorando aos médicos que a remendassem a fim de voltar a pintar). Participaria, nesse estado, da primeira exposição de sua obra em seu próprio país, onde um Diego comovido reconheceria a companheira como “o maior acontecimento de sua vida”. Cada vez mais debilitada, “Friducha” chamaria o seu “Pánzon”, no meio da noite, e o presentearia com um anel por seus 25 anos de casados (contabilizando idas e vindas). Rivera, sem entender, reagiria dizendo que a data não era exatamente aquela (faltava duas semanas), mas Kahlo insistiria em festejar suas bodas de prata. De algum modo, sabia que não lhe restava muito mais: faleceria naquela mesma noite, a 13 de julho de 1954.


ReviewReviewReviewReviewReviewOct 15, '11 1:30 PM
by Ana Maria for everyone
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24.02.1955 - 05 .10.2011

Rejeitado duas vezes ao nascer, executivo foi adotado por casal de origem humilde, sofreu com pobreza e enfrentou câncer devastador

A história profissional de Steve Jobs talvez fosse menos digna de nota se o criador da Apple não tivesse vivido - e superado - tantos dramas pessoais.
Ao nascer, Jobs foi rejeitado não uma, mas duas vezes.
Pobre, frenquentava cultos religiosos em troca de um prato de comida. O câncer, por fim, também foi superado uma vez, numa vitória dramática que lhe deu uma sobrevida ainda mais aplaudida pelos admiradores.

Filho biológico de Joanne Simpson e de Abdulfattah Jandali, que estudaram juntos na Universidade de Wisconsin (EUA), ele foi entregue para adoção assim que nasceu, em 24 de fevereiro de 1955, porque seu avô materno não aceitava a idéia de sua filha se unir a um homem sírio. Porém, o processo de adoção foi tortuoso. Joanne fazia questão de entregar o filho para um casal com formação universitária e já havia combinado a adoção com um advogado e sua esposa. O casal, entretanto, queria uma menina e não aceitou o bebê. Havia anos na fila de espera, a contadora Clara e o operário Paul Jobs receberam uma ligação no meio da noite e, questionados sobre a possibilidade de adotar um menino, eles quiseram "sim!", ficar com a criança. Ao saber que os futuros pais adotivos não tinham curso superior, a mãe biológica recusou-se a assinar os papéis e só mudou de ideia quando Clara e Paul se comprometeram a enviar o menino para a faculdade. O futuro criador da Apple foi adotado então pelo casal.

Como prometido, Clara e Paul enviaram Jobs à universidade quando ele tinha 17 anos. Admitido na Reed College, ele mudou-se para Portland, no estado americano de Oregon. Mas, incomodado com o fato de não enxergar utilidade no que lhe era ensinado e ciente de que o curso estava consumindo toda a poupança da família, ele resolveu abandonar o curso. Apesar de ter desistido de se formar, Jobs continuou freqüentando a faculdade por um tempo, assistindo as aulas como ouvinte. Fez aulas de caligrafia que, mais tarde, o permitiram valorizar a beleza do design, que tanto influenciou seus produtos.

Nesse período, em que dormia no chão do quarto de amigos, Jobs devolvia garrafas usadas de Coca-cola a cinco centavos de dólar cada, a fim de juntar dinheiro para comprar comida. Uma vez por semana, ele também freqüentava um templo Hare Krishna, onde conseguia almoçar de graça.

Mesmo sem ter conseguido se formar, Jobs foi convidado a ser paraninfo de uma turma de Stanford, em 2005. Neste evento foi gravado o vídeo icônico, no qual ele fala de como tantas dificuldades o moldaram para ser resistente e como, mesmo as coisas que pareciam completamente duras e sem sentido, no final sempre tinham um objetivo e uma função.

Já adulto, Jobs contou com os serviços de um detetive particular para descobrir a identidade de mãe biológica. Seu pai, entretanto, diz que somente há poucos anos teve a informação de que o filho entregue a adoção era Steve Jobs. Em declarações feitas ao jornal "Daily Mail" em setembro, Jandali, 80 anos, confessou o arrependimento por não ter assumido a paternidade de Jobs e declarou que gostaria de conhecer o filho antes que este morresse, desejo não atendido pelo executivo

Jandali e a mãe biológica de Jobs, Joanne, casaram-se meses depois de seu nascimento e tiveram outra filha em 14 de junho de 1957, batizada de Mona. Ela tornou-se uma escritora de sucesso, mas só descobriu que tinha um irmão depois de adulta. Abandonada pelo pai quando tinha cinco anos, Mona acabou adotando o sobrenome de seu padrasto, Simpson, o que rendeu mais uma das curiosidades da vida pessoal do criador da Apple. Mona casou-se com Richard Appel, um dos roteiristas do desenho animado "Os Simpsons", que usou o primeiro nome da esposa para batizar a mãe de Homer Simpson.

A história pessoal do criador do Apple, no entanto, também teve bons momentos. Em março de 1991, ele se casou com Laurene Powell, que esteve ao seu lado até o fim. Eles tiveram três filhos: um menino e duas meninas. Jobs teve ainda outra filha. Nascida em 1978, Lisa Brennan-Jobs foi fruto de um relacionamento rápido com Chrisann Brennan. A princípio, ele recusou a paternidade alegando que era estéril, mas acabou reconhecendo Lisa como sua filha algum tempo depois.

A despeito de sua biografia repleta vitórias e exemplos de superação profissional, Steve Jobs sucumbiu diante do agravamento de suas condições de saúde, o que teve início com a descoberta de um raro tipo de câncer pancreático. Além do câncer de pâncreas, o executivo passou por um transplante de fígado, em 2009 e sua aparência, cada vez mais magra e abatida, gerou incontáveis debates sobre sua capacidade de permanecer no comando da empresa que fundou. Após um longo período em licença médica, Jobs anunciou a renúncia ao cargo de executivo-chefe da Apple.

Em uma carta enviada ao conselho da Apple para justificar sua saída, ele afirmou sempre ter dito que "um dia, quando não pudesse mais cumprir minhas obrigações e atender as expectativas" ligadas ao cargo de executivo-chefe, "seria o primeiro a informá-los. Infelizmente, esse dia chegou. Por isso renuncio como executivo-chefe da Apple".

Jobs morreu menos de dois meses depois de ter deixado o comando do conglomerado que criou. Em uma de suas mais famosas frases durante palestra na Universidade de Stanford, ele disse: “Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos”.


ReviewReviewReviewReviewReviewSep 7, '11 8:41 PM
by Ana Maria for everyone
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Raul Santos Seixas nasceu em Salvador em 28 de junho de 1945. De família classe média, esse baiano falava inglês perfeitamente, amava literatura, filosofia, metafísica e ontologia. A música surgia na sua vida devido a dificuldade de se tornar escritor no Brasil. Raul usou a música para se comunicar, dizer o que pensava, já que não o pôde fazer através da literatura.

Parcerias polêmicas, questionamentos surpreendentes, pensamentos magicistas são algumas características que definem Raul. Ouvia Luiz Gonzaga, Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. Raul Seixas fundiu o tal rock'n roll com todas as variações rítmicas brasileiras, do xote ao baião, ajudando a criar a cara do rock nacional.

Raul falava dele mesmo; tudo o que ele disse ou cantou eram coisas que ele acreditava. Ele era acima de tudo sincero. Sobre sua a juventude, ele mesmo descreve: "nasci em 1945, no final da guerra, portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra necessariamente. Comecei a usar cabelo de James Dean, blusão de couro e beber Cuba Libre o que espantava meus pais burgueses de classe média." Bebia escondido dos pais, montava em sua lambreta e perambulava pelas ruas de Salvador. Juntou-se com mais três rapazes e formaram a banda As Panteras, que em 1960 era a banda de rock mais popular da Bahia. O grupo grava um Lp, que é um fracasso em vendagem. Isso faz com que Raul deixe o Rio e volte para Salvador. Persistente como ele só, continua compondo, trabalhando, até a hora que pensou: " agora é hora de mudar o mundo!".

A controvertida "Sociedade Alternativa" não agradou os governantes e Raul foi preso e torturado pelo DOPS tendo que deixar o País. Mas a canção 'Gita' o traz de volta. Daí começa a completa consolidação do seu trabalho.

A história de Raulzito é construída por 21 Lps, dezenas de compactos, contratos em todas as maiores gravadoras do país, um livro, "As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor", cinco mulheres, três filhas, muitos problemas pessoais e, finalmente, o alcoolismo que lhe rendeu uma pancreatite aguda levando-o a morte em 21 de agosto de 1989.

Suas idéias continuam nas mentes, suas músicas continuam a ser cantadas... ninguém tão mágico, místico, louco, sincero podia ser meramente esquecido. Se alguns, mesmo assim, ainda quiserem esquecê-lo, casas culturais, praças, ruas e viadutos o farão lembrar dessa figura e homem que foi Raul Seixas.



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ReviewReviewReviewReviewReviewAug 10, '11 7:24 PM
by Ana Maria for everyone
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Jorge Amado
10.08.1912 - 06-08-2001
Itabuna - Bahia

Um dos maiores escritores brasileiros, Jorge Amado, nasceu no dia 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, em Ferradas, distrito de Itabuna - Bahia.

Com apenas dez meses, viu seu pai ser ferido numa tocaia dentro de sua própria fazenda.

No ano seguinte uma epidemia de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus.

Em 1917 a família muda-se para a Fazenda Taranga, em Itajuípe, onde seu pai volta à lida na lavoura de cacau.

Era adepto ao candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava.

Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é representante do modernismo regionalista.

Recebeu premios literarios no Brasil e no exterior. Foi eleito deputado em 1945, pelo então partido comunista.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar. Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952).

No dia 21 de junho de 2001, Jorge Amado é internado com uma crise de hiperglicemia e tem uma fibrilação cardíaca. Após alguns dias, retorna à sua casa, porém, em 06 de agosto volta a se sentir mal e falece na cidade de Salvador às 19:30 horas.

A seu pedido, seu corpo foi cremado e suas cinzas foram espalhadas em torno de uma mangueira em sua residência no Rio Vermelho.





Fonte - Dan-poucodetudo.blogspot.com


ReviewReviewReviewReviewReviewAug 29, '10 8:52 PM
by Ana Maria for everyone
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Ignácio de Loyola Lopes Brandão nasceu em Araraquara - SP, no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ignácio de Loyola, filho de Antônio Maria Brandão, contador, funcionário da Estrada de Ferro Araraquarense, e de Maria do Rosário Lopes Brandão. Foram, ao todo, cinco irmãos: Luiz Gonzaga (1933), Francisco de Assis (1934 - já falecido), Ignácio, José Maria (1946 - já falecido) e João Bosco (1953).

Inicia seus estudos na escola primária de D. Cristina Machado, em 1944, onde cursa o primeiro ano. No ano seguinte transfere-se para a escola da professora D. Lourdes de Carvalho. Seu pai, que chegou a publicar histórias em jornais locais e que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes, o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. Fascinado por dicionários, chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas. Mais tarde, esse fato acabou se transformando no conto "O menino que vendia palavras", primeiro a ser publicado pelo autor.

Em 1946, passa a estudar no Colégio Progresso de Araraquara. Participa de concurso de desenho patrocinado pelo Consulado da França com o tema "Como você vê a Paris libertada", sendo agraciado com os livros "Pinóquio" e "O barba azul".

Para cursar o ginásio, em 1948 ingressa no Colégio Estadual e Escola Normal Bento de Abreu, hoje Escola Estadual Bento de Abreu. Nesse período escreve seu primeiro romance num caderno, com o título de "Dias de Glória", policial cuja ação se passa em Veneza.

Em 1955, inicia o curso científico, muito embora admita hoje que foi por engano. "Deveria ter me inscrito no clássico, mais apropriado para quem pretendia se dedicar a Humanas".

A Folha Ferroviária, semanário da cidade de Araraquara, publica no dia 16 de agosto de 1952 uma crítica do filme "Rodolfo Valentino", primeiro texto de Ignácio. Dias depois, o jornal Correio Popular daquela cidade a reproduz.

Dado o primeiro passo, o precoce escritor passa a escrever reportagens, críticas de cinema e entrevistas em outro diário de Araraquara, O Imparcial. Nele aprende a arte da tipografia, lidando com composição com linotipo, clichê em zinco e paginação em chumbo. Em 1955 inaugura a primeira coluna social da cidade.

Se apaixona pelo cinema e participa, em 1953, das filmagens de "Aurora de uma cidade", semidocumentário dirigido por Wallace Leal. No ano seguinte funda o Clube de Cinema de Araraquara.

Concluído o curso científico, em 1956, muda-se para São Paulo e vai trabalhar no jornal Última Hora, tendo ali permanecido por nove anos. Um fato interessante marca sua admissão. Aguardando para ser entrevistado, ouve o chefe de reportagem perguntar quem sabia falar inglês, pois precisava de uma entrevista com o irmão do presidente do Estados Unidos, General Eisenhower, que se encontrava na cidade. Sem pestanejar o biografado disse "Eu sei". Fez a entrevista, com seu inglês capenga aprendido no ginásio e nos filmes que assistiu em Araraquara. Sua entrevista teve chamada de primeira página. Como seu francês, também aprendido no ginásio, era bem melhor que o inglês, ganhou status de entrevistador de personalidades internacionais.

Seu gosto pelo cinema permanece e, em 1961, participa como figurante de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, baseado em peça homônima de Dias Gomes, vencedor no Festival de Cannes em 1962.

No ano seguinte parte para a Itália, onde pretendia trabalhar como roteirista em Cinecittà. Para poder viver por lá, enquanto seu sonho não se realiza, manda reportagens para a Ultima Hora, faz sinopses de roteiros e faz coberturas — como a da morte do Papa João XXIII — para a TV Excelsior. Nessa época afirma que assistiu 53 vezes ao filme "Oito e meio" de Federico Fellini, o que, segundo admitiu, o influenciou na feitura do seu romance "Zero".

Na sua volta ao Brasil, começa a escrever o romance "Os imigrantes", com seu amigo araraquarense José Celso Martinez Correa. Nessa época Zé Celso dirigia a peça de grande sucesso, "Os pequenos burgueses", que Ignácio afirma ter assistido mais de 100 vezes. O romance, por não haver acordo quanto ao nome do personagem principal, não chegou a ser concluído.

Em 1965, usando de uma divulgação inovadora, lança seu primeiro livro: "Depois do sol" (contos).

No ano seguinte começa a trabalhar na revista Cláudia, como redator, chegando a redator chefe dois anos depois.

Em 1968, ocorre o lançamento de "Bebel que a cidade comeu", seu primeiro romance. O livro é adaptado para o cinema por Maurice Capovilla, com Rossana Ghessa no papel-título e roteiro do próprio Ignácio, Capovilla e Mário Chamie. O filme recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de "Melhor Roteiro Cinematográfico". Ainda nesse ano, o escritor recebe o Prêmio Especial do I Concurso Nacional de Contos do Paraná por "Pega ele, Silêncio", publicado posteriormente em "Os melhores contos do Brasil". Sua mãe falece, aos 60 anos.

Baseado em seu conto "Ascensão ao mundo de Annuska", publicado em "Depois do sol", Francisco Ramalho filma "Anuska, manequim e mulher", em 1969.

No ano seguinte, casa-se com a Maria Beatriz Braga, psicóloga, ligação que duraria até 1978. Trabalha nas revistas "Realidade" e em "Setenta".

Contratado para editar a versão brasileira de "Planeta", a primeira revista esotérica do Brasil, em 1972. Nasce seu primeiro filho, Daniel.

Desde 1960 Ignácio tinha na cabeça uma idéia surgida de um conto — sobre um grupo de amigos que vai a uma vila em busca de um garoto que teria música na barriga — escrito para uma antologia de histórias urbanas organizada por Plínio Marcos para a Editora Senzala e que não chegaria a ser lançada. Escreveu, depois, diversas novelas paralelas a ela, ao mesmo tempo em que colecionava recortes de jornais, prospectos e anúncios. Com isso, reuniu material que lhe permitia ter um retrato sem retoques do homem comum, vivendo numa cidade violenta e num clima ditatorial. Em 1974, escreve o romance, com 800 páginas iniciais, sob o título "A inauguração da morte".

Feita a primeira revisão, são cortadas 150 páginas. Entrega, então, o texto ao amigo e escritor Jorge de Andrade, que sugeriu novos cortes — acatados pelo autor. Jorge comenta o romance com Luciana Stegagno Picchio, que lecionava Literaturas Portuguesa e Brasileira na Universidade de Roma. Luciana se interessa pelo texto, já com o título de "Zero" e, após lê-lo, encaminha o livro para a editora Feltrinelli, de Milão, que o publica em uma série intitulada "I Narratori", onde Ignácio fica na companhia do ilustre João Guimarães Rosa, único brasileiro até então publicado.

Em 1975, após o lançamento de "Zero" no Brasil, Ignácio participa de inúmeros encontros com seus leitores, debatendo sua obra e a situação do país. No primeiro encontro, realizado no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, ele contou com a presença de João Antônio, Wander Priolli, José Louzeiro, Antônio Torres e Juarez Barroso.

Em julho de 1976 "Zero" recebe o prêmio de "Melhor Ficção", concedido pela Fundação Cultural do Distrito Federal. Em novembro o livro é censurado pelo Ministério da Justiça e sua venda é proibida. Lança "Dentes ao sol" (romance) e "Cadeiras proibidas" (contos) e, em 1977, o infanto-juvenil "Cães danados".

Escreve "Cuba de Fidel: viagem à ilha proibida" (livro-reportagem), após participar, em 1978, do júri do Prêmio Casa de Las Américas.

"Zero" é liberado pela censura em 1979. Passa a viver com a jornalista Angela Rodrigues Alves, união que duraria até 1982. Deixa o jornalismo para se dedicar integralmente à literatura.

Nova York, Flórida, Georgetown, Albuquerque, Tucson, San Diego foram as cidades em cujas universidades o autor fez conferências, em 1980, a convide da Fundação Fullbright, dos EUA.

Em 1981, sai o romance "Não verás país nenhum". Visita a Nicarágua por ocasião das comemorações do segundo aniversário da Revolução Sandinista.

"É gol" (narrativa-homenagem ao futebol) é lançado em 1982. A convite da Fundação Alemã de Intercâmbio Cultural, viaja em março para Berlim, onde permanece por dezesseis meses. Lá, publica "Oh-ja-ja-ja", uma seleta de seu diário berlinense, ainda inédito em português.

Voltando ao Brasil, em 1983, publica "Cabeças de segunda-feira" (contos).

Em 1984, lança "O verde violentou o muro", onde narra sua experiência alemã. O senador italiano Amintore Fanfani lhe entrega o Prêmio IILA, do Instituto Ítalo-Latino-Americano, pelo romance "Não verás país nenhum", publicado na Itália no ano anterior. Assume a vice-presidência da União Brasileira de Escritores, onde permanecerá até 1986.

Participa das Jornadas Literárias na cidade de Passo Fundo (RS), em 1985. Desde então, lá comparece a cada dois anos para participar do evento. Lança o romance "O beijo não vem da boca".

Em 1986, volta a Berlim, como convidado especial, para participar dos festejos dos 750 anos da cidade. Participa de encontro sobre literatura brasileira promovido pela Universidade de Colônia, na Alemanha, ao lado de João Ubaldo Ribeiro e Haroldo de Campos. Casa-se com a arquiteta Márcia Gullo e participa, como figurante, de "No país dos tenentes", filme de João Batista de Andrade.

"O ganhador" (romance) e "O homem do furo na mão" (contos) são lançados em 1987. O primeiro receberia, no ano seguinte, os Prêmios Pedro Nava (da Academia Brasileira de Letras) e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria "Melhor Romance". "Não verás país nenhum" é encenado no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, sob a direção de Júlio Maciel.

Em 1988, lança o volume de contos e crônicas "A rua de nomes no ar". No ano seguinte, "Manifesto verde", que havia sido publicado em 1985 como brinde do Círculo do Livro, é lançado comercialmente. Publica o álbum infanto-juvenil "O homem que espalhou o deserto".

Como diretor de redação da revista Vogue, Ignácio volta ao jornalismo, em 1990. Passa a escrever crônicas para o jornal Folha da Tarde.

"Zero", um espetáculo de dança realizado pelo Balé da Cidade, inspirado em seu romance homônimo, é apresentado no Teatro Municipal de São Paulo no ano de 1992. Vai à Zurique, na Suíça, onde participa de leituras de sua obra.

Em 1993, começa a escrever uma crônica no caderno "Cidades" de "O Estado de São Paulo" que, a partir de 2000, seria transferida para o "Caderno 2". Seu pai falece, aos 88 anos.

No ano de 1995 realiza três lançamentos: "O anjo do adeus" (romance), "Strip-tease de Gilda" (crônicas) e "O menino que não teve medo do medo" (infanto-juvenil).

Afligido por fortes tonturas, descobre existir um aneurisma cerebral. Submete-se, em maio de 1996, a uma bem-sucedida cirurgia, que dura onze horas.

Publica "Veia bailarina", em 1997, onde conta sua experiência com um aneurisma. Em 15 de abril inaugura, no Instituto Moreira Salles de São Paulo, a série "O escritor por ele mesmo".

Em 1998, publica "Sonhando com o demônio", seu terceiro livro de crônicas. No ano seguinte é lançado "O homem que odiava a segunda-feira (contos).

Recebe o Prêmio Jabuti de "Melhor Livro de Contos", em 2000, por "O homem que odiava a segunda-feira".


Obras do autor:

Contos:

Depois do sol, Brasiliense, 1965
Pega ele, Silêncio, Símbolo, 1976
Cadeiras proibidas, Símbolo, 1976
Cabeças de segunda-feira, Codecri, 1983
O homem do furo na mão, Ática, 1987
O homem que odiava segunda-feira, Global, 1999

Romances:

Bebel que a cidade comeu, Brasiliense, 1968
Zero, Brasília/Rio, 1975
Dentes ao sol, Brasília/Rio, 1976
Não verás país nenhum, Codecri, 1981
O beijo não vem da boca, Global, 1985
O ganhador, Glogal, 1987
O anjo do adeus, Global, 1995

Infanto-juvenis:

Cães danados, Belo Horizonte Comunicações, 1977. Reescrito e publicado com o título "O menino que não teve medo do medo", Global, 1995.

O homem que espalhou o deserto, Ground, 1989

Viagens:

Cuba de Fidel: viagem à ilha proibida, Livraria Cultura, 1978
O verde violentou o muro, Global, 1984

Relatos autobiográficos:

Oh-ja-ja-ja (Diário de Berlim, inédito em português). Tradução de Henry Thorau. LCB, 1982

Veia bailarina, Global, 1997

Cartilha:

Manifesto verde, Círculo do Livro, 1985 e Ground, 1989

Crônicas:

A rua de nomes no ar, Círculo do Livro, 1988
Strip-tease de Gilda, Fundação Memorial da América Latina, 1995
Sonhando com o demônio, Mercado Aberto, 1998

Biografias:

Fleming, descobridor da penicilina, Ed. Três, 1973
Edison, o inventor da lâmpada, Ed. Três, 1973
Ignácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, Ed. Três, 1974

Antologia:

Os melhores contos de Ignácio de Loyola Brandão, organização de Deonísio da Silva, Global, 1994

Traduções:

Para o alemão:

Null (Zero), Suhrkamp, 1979
Kein land wie dieses (Não verás país nenhum), Suhrkamp, 1984

Para o coreano:

(Zero), Seto, 1990

Para o espanhol:

Cero (Zero), Galba, 1976

El hombre que espandió el desierto (O homem que espalhou o deserto), Global - México, 2000

Para o húngaro:

(Zero), JAK, 1990

Para o inglês:

Zero, Avon Books, 1983
And still the earth (Não verás país nenhum), Avon Books, 1984
Teeth under the sun (Dentes ao sol), Dalkey Archive Press, 2007

Para o italiano:

Zero, Feltrinelli, 1974
Non vedrai paese alcuno (Não verás país nenhum), Mondadori, 1983
Vietat le sedie (Cadeiras proibidas), Marietti, 1983

Adaptações:

Para o teatro:

Não verás país nenhum. Direção de Júlio Maciel, Fortaleza, Teatro José de Alencar, 1987 (baseado no romance homônimo)

Para o cinema:

Bebel, a garota-propaganda. Direção de Maurice Capovilla, 1986 (baseado no romance Bebel que a cidade comeu)

Anuska, manequim e mulher. Direção de Francisco Ramalho, 1969 (baseado no conto Ascensão ao mundo de Annuska").


Dados extraídos de livros do autor, da Internet e dos Cadernos de Literatura Brasileira, Instituto Moreira Salles, São Paulo.


ReviewReviewReviewReviewReviewJan 14, '10 3:08 PM
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Arthur Shopenhauer
22.02.1788 - 21.09.1860


Arthur Schopenhauer nasceu em de numa família abastada. Seu pai dedicava-se ao comércio e sua mãe era uma escritora conhecida.
Aos nove anos foi à França para estudar a língua francesa e mais tarde viajou por vários países da Europa. Aos 17 anos, ingressou na faculdade de comércio de Hamburgo.

Trabalhou como aprendiz de comerciante em Dantzig, em 1803, e em Hamburgo, entre 1804 e 1805. Com a morte do pai, nesse mesmo ano, Arthur Schopenhauer recebeu uma herança e pode dedicar-se inteiramente a suas atividades intelectuais.

Em 1809, ingressou na Universidade de Gottingen para estudar medicina. Transferiu-se para a Universidade de Berlim em 1811 e, dois anos depois, publicou o tratado "Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio de Razão Suficiente". Nesse mesmo ano doutorou-se pela Universidade de Jena.
Voltou então para a casa de sua mãe em Weimar, onde conheceu o poeta Wolfgang Goethe, de quem se tornou amigo. Mudou-se depois para Dresden, onde viveu até 1818.

Arthur Schopenhauer publicou "O Mundo como Vontade e Representação" em 1819, obra que se tornaria fundamental no campo da filosofia moral. Diz-se que o filósofo Friedrich Nietzsche encontrou o livro num sebo e não conseguiu interromper sua leitura até chegar à última linha.

Em 1820, já ensinando na Universidade de Berlim, Schopenhauer anunciou um curso que seria ministrado ao mesmo tempo em que o de um outro filósofo, G. W. F. Hegel. Com o afluxo de estudantes ao curso de Hegel, a palestra de Schopenhauer não atraiu mais do que quatro alunos, acirrando ainda mais a rivalidade entre ambos.

Em 1822, Schopenhauer viajou à Itália, onde permaneceu por três anos. Fez depois um curso com o filósofo Johann Fichte, na Universidade de Berlim, durante dois anos.

Schopenhauer dentre todos os outros filósofos de sua época,era considerado o mais pessimista. Ainda hoje, quase 150 anos depois de sua morte, prevalece esse título.

Sua filosofia , uma filosofia romântica e irracionalista. Sem receio, podemos afirmar que a filosofia schopenhaueriana foi um grande progresso na disseminação do pensamento filosófico irracionalista no século XIX, se delongando em apogeu também no século XX. Essa afirmação é, certamente, indiscutível, pois sabemos que não há outro filósofo que tenha se destacado mais que Arthur Schopenhauer no irracionalismo até os dias contemporâneos.
Ateu que era, é bastante citado nas comunidades relacionadas ao ateísmo. Essa ligação schopenhaueriana perdura na atualidade, citado como uma filosofia séria.
Entretanto, o que seria uma filosofia séria? Eis, pois, um bom contexto para se utilizar fielmente da concepção schopenhaueriana; O estudo de Parerga e Paralipomena nos fornece, então, uma noção para responder esse questionamento.

Faz-se válido de nota o fato de que o próprio Nietzsche, veio, mais tarde, a incorporar essa idéia claramente schopenhaueriana. E isso é, inclusive, citado em biografia nietzschiana

O Mundo Como Vontade e Representação, de 1819 (Originalmente, Die Welt als Wille und Vorstelling); O pilar de todo o legado filosófico que o schopenhauerismo possui; Muito embora, seu livro Parerga e Paralipomena (Parerga und Paralipomena), de 1851, seja o mais popular. Juntamente com essas duas obras já citadas, outras três são consideradas principais e merecem constar como indicadas: Sobre a Raiz Quádrupla do Princípio da Razão Suficiente (1813), Sobre a Vontade da Natureza (1836) e Os Dois Problemas Fundamentais da Ética (1841)

Digno tambem de ser lembrado o tratado inicialmente intitulado Erística. Não foi concluído pelo autor, e, no entanto, a priori, pode ser visto como um recomendável suplemento aos estudantes schopenhauerianos, ou uma visão diferente para os aristotélicos, já que as dialéticas erísticas de Schopenhauer e de Aristóteles (384 a. C. – 322 a. C.) são o foco. De qualquer forma, não pode ser considerada obra estrutural, mesmo porque está inconclusa.

A obra de Arthur Schopenhauer aos poucos conquistou um público abrangente, não só de filósofos, mas também de artistas, escritores, intelectuais e pessoas comuns.

Uma epidemia de cólera, em 1831, levou Schopenhauer a Frankfurt. Em 1836, Schopenhauer escreveu "Sobre a Vontade na Natureza".
Reservado, Schopenhauer passou a viver em isolamento, preferindo a companhia dos cães à companhia dos homens. O filósofo morreu em 1860, em Frankfurt, de ataque cardíaco.



Fontes : Wikipédia/ Net Saber / Vida de Grandes Filósos/ Find a Grave



ReviewReviewReviewReviewReviewJun 3, '09 7:51 AM
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Machado de Assis(Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro-RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.

É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do operário Francisco José Machado de Assis e de Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1855, com 16 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, na Marmota Fluminense, jornal de Francisco de Paula Brito, número datado de 12 de janeiro de 1855. No ano seguinte, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor.

Em 1859, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer � redação do Diário do Rio de Janeiro. O primeiro volume de Machado de Assis foi impresso, em 1861, na tipografia de Paula Brito, com o título Queda que as mulheres têm para os tolos, mas o nome de Machado aparecia aí como tradutor.

Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 69, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos, tendo-lhe revelado os clássicos portugueses e vários autores de língua inglesa.

O primeiro romance de Machado, Ressurreição, saiu em 1872. Pouco depois, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, começou a publicar, em O Globo de então (jornal de Quintino Bocaiúva), em folhetins, o romance A mão e a luva.

Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O Cruzeiro, A Estação, Revista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros. Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita.

De 1881 a 1897, publicou na Gazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1881, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Nesse ano de 1881 saiu também o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março de 1879 a 15 de dezembro de 1880. Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia. Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando na Revista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense.

Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1879, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, a qual ele se devotou até o fim da vida.

A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1897-1880). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses(1870) e Histórias da meia-noite(1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva(1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico.

A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa. A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1936, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas (1958); Contos esparsos (1966); Contos esquecidos (1966); Contos recolhidos (1966); Contos avulsos (1966); Contos sem data (1966); Crônicas de Lélio (1966); Diálogos e reflexões de um relojoeiro (1966).

Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura e encabeçada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, organizou e publicou, também pela Civilização Brasileira, as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes, reunindo contos, romances e poesias desse escritor máximo da literatura brasileira.


ReviewReviewReviewReviewReviewMay 3, '09 6:29 AM
by Ana Maria for everyone
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Arthur Hailey
5 de Abril de 1920 – 24 de Novembro de 2004
Inglaterra


Nascido na cidade de Luton, Bedfordshire, Inglaterra, filho de um casal de operários, Hailey começou a trabalhar aos catorze anos, interrompendo seus estudos após concluir o curso primário. Apesar disso, lia com avidez tudo o que lhe vinha às mãos, e logo viria a descobrir que essa é a melhor escola para quem deseja escrever. Com a deflagração da II Guerra Mundial, Hailey alistou-se na RAF ( Força Aérea Real), tendo sido mandado ao Canadá . Serviu até o final do conflito como Tenente Aviador, cumprindo missões na América do Norte, Oriente Médio e Extremo Oriente. Durante os breves intervalos das ações militares, aproveitava o tempo para escrever poemas, peças teatrais e contos, que foram publicados depois em pequenos jornais e revistas.

Entre 1944 e 1950 esteve casado com Joan Fishwik. Nessa época, em 1947, emigrou para o Canadá. Em 1951 casou-se com Sheila Dunlop, com quem teve três filhos.

Em 1956, viajando num avião comercial em meio a uma tempestade, Hailey, até então diretor de vendas e publicitário, se perguntou o que aconteceria se a tripulação sofresse um colapso e ele, ex-piloto, fosse chamado a assumir o comando do aparelho. Pensando nisso, começou a fazer o esboço de uma peça para a televisão, a que deu o nome de Flight into Danger (Voando para o Perigo). A novela foi aceita pela CBC, de Toronto, e levada ao vídeo com grande sucesso no Canadá, Estados Unidos e Inglaterra. Foi posteriormente reescrita como romance Runway Zero-Eight. Nos anos seguintes ele escreveu mais dez peças e diversos roteiros de cinema, como Zero Hora (1956), Time Lock (1957) e Os Jovens Médicos (1961), tornando-se um escritor de grande sucesso internacional, tendo recebido, durante dois anos consecutivos, o prêmio de Melhor Escritor Teatral da televisão canadense. Em 1958, abandonou seus interesses comerciais para dedicar-se exclusivamente à carreira de escritor.

Em 1965 mudou-se para a Califórnia, Estados Unidos, mas em 1969 tornou a emigrar, desta vez para as Bahamas, como forma de evitar os impostos cobrados por Canadá e Estados Unidos, que já chegavam a 90% de seu rendimento

Em 1979, após a publicação de Colapso, anunciou a sua aposentadoria, por sentir-se muito cansado. Estava disposto a viajar, pescar, relaxar ouvindo música. O que ele não sabia é que estava próximo da morte, com seis obstruções nas coronárias. Após ser diagnosticado e fazer cirurgia de colocação de quatro pontes de safenas, sentiu-se tão revigorado, a ponto de sua esposa Sheila recomendar-lhe escrever outro livro. O que efetivamente aconteceu com Remédio Amargo, que ainda foi seguido por outros romances.

Morreu em 2004, aos 84 anos, nas Bahamas.

Suas obras possuem entre si elementos comuns, como, por exemplo, a impressionante precisão com que são descritos ambientes familiares somente aos profissionais da área. Esses elementos eram pesquisados durante aproximadamente oito meses para cada livro. O próprio Hailey descrevia sua profissão como um trabalho duro. É como soldar um cano ou empilhar tijolos,dizia

Considerava-se mais um contador de histórias do que um escritor e se descrevia como um homem prático, que nada mais fazia que tirar proveito de seu talento, como o faz um cantor, um pianista ou um piloto de corridas. O que pretendia era provocar o interesse do leitor pela história que narrava.

Fontes :Netsaber- Wikipédia-Find a Grave


ReviewReviewReviewReviewReviewJan 28, '09 2:37 PM
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John Updike
18/03/1932, Shillington, EUA
27/01/2009, Boston, EUA


John Updike se destaca por sua obra de cunho realista e quase sempre satírica
Festejado pela crítica, John Updike ganhou o Pulitzer duas vezes, e ainda o American Book Awards e o Scott Fitzgerald, os prêmios mais importantes de literatura nos Estados Unidos.

Filho de um professor de matemática e neto de um pastor presbiteriano, ainda criança desenvolveu a psoríase, uma doença que provoca a descamação da pele. Em seu livro de memórias "Consciência à flor da pele", o autor justificou a escolha de sua profissão devido à doença. Updike estudou em Oxford, na Inglaterra, antes de se formar em Harward. Seus trabalhos começaram a ser publicados em 1954 na revista "The New Yorker".

Sua obra mais conhecida é a tetralogia Coelho ("Rabbit"), formada pelos romances "Coelho Corre", "Coelho em Crise", "Coelho Cresce" e "Coelho Cai". Escreveu também uma trilogia, o caso de Beck, que conta a história fictícia de um escritor de Nova York prestigiado pelo público e repudiado pelos críticos.

Updike procurou refletir em suas obras os pontos obscuros do comportamento humano e da sociedade moderna. Em 1984 escreveu "As Bruxas de Eastwick", que fez um grande sucesso no cinema três anos depois.

No romance "Brazil", lançado em 1994, o autor recriou o clássico "Tristão e Isolda", adaptando-o ao cenário brasileiro; e em "Gertrudes e Cláudio"(2000), baseou-se na tragédia "Hamlet".

Outras obras de Updike que merecem ser citadas são: "Pai-nosso computador"; "Sobre a fazenda"; "Bech no beco: quase um romance"; "O coelho se cala e outras histórias"; "Casais trocados" e "O golpe".

Morreu ontem - 27.01.09 aos 76 anos, vítima de um câncer de pulmão.



ReviewReviewReviewReviewReviewOct 9, '08 11:02 AM
by Ana Maria for everyone
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Jonh Lennon
9.10.1940 - 8.12.1980

John Winston Lennon nasceu no dia 09 de Outubro de 1940 em Liverpool. Filho de Julia e Alfred Lennon, mas acabou por ser criado por uma tia, Mimi, irmã de Julia..
Aprendeu a tocar guitarra com sua própria mãe, Julia, que o visitava esporadicamente, até que morreu atropelada, quando John era adolescente. Isso o fez se aproximar de Paul McCartney, que havia perdido sua mãe na mesma época, e ao Rock and Roll, em discos de Elvis e Chuck Berry .

Em 1957 ingressou na Liverpool Art College, onde conheceu Cynthia Powel, que se tornaria sua primeira esposa, casando-se em 23 de Agosto de 1962.

Naquela época os Beatles começavam a subir a escadaria da fama, e turnês, gravações, filmes e outros compromissos fizeram de John um marido ausente e foi o motivo pelo qual, seu filho Julian ( nascido em 8 de Abril de 1963 ), pouco tivesse contato com ele..

John sempre foi o líder intelectual dos Beatles, e durante a 1ª fase, ele é o grande responsável pela maioria das canções da banda, fato que iria reverter em prol de Paul McCartney de 1966 em diante.

Escreveu dois livros com poemas enquanto estava com o grupo: 'In His Ows Write' ( em março de 64 ) e 'A Spaniard in The Works' ( em 1965 ).

Em 1966 fez a famosa declaração de que 'Os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo', frase mal interpretada quando foi colocada fora do seu contexto original, recebeu sua medalha do império britânico ( devolvida em 69 em repúdio ao envolvimento da Inglaterra na guerra de Biafra ).

No mesmo ano, numa exposição de artes na 'Indica Gallery', em Londres, conhece Yoko Ono, e começa a se envolver com drogas como LSD. No final deste mesmo ano vai para a Espanha filmar 'How I Won The War', de Richard Lester ( diretor dos dois primeiros filmes dos Beatles ).

Em 1968 o casamento de John e Cynthia termina e ele começa a viver com Yoko Ono, com a qual casaria em Gibraltar em 20 de Março de 1969. Troca aí seu nome de John Winston Lennon para John Ono Lennon.

Com Yoko Ono, ele toma conhecimento de novas formas de manifestações artísticas e lançam discos nada convencionais, como 'Two Virgins' ( que se tornaria famoso pela capa dos dois nus ), 'Life With The Lions' e 'Wedding Album'. Nesse mesmo ano, os dois são pegos com haxixe numa batida policial e participam do especial dos Rolling Stones 'Rock'n'Roll Circus'.

Também com Yoko, fez uma série de filmes Avant Garde, como 'Fly','Self Portrait', 'Smile' e 'Erection'. As campanhas pela paz, como as famosas entrevistas na cama em um hotel em Toronto, ou simplesmente dentro de um saco, fizeram do casal símbolos da paz, ou para muitos apenas sinonimos da 'loucura'.

Formou a banda 'The Plastic Ono Band' ( banda conceitual, sem nenhum membro fixo ) para um concerto pela paz em Toronto, e sua música 'Give Peace a Chance' tornou-se hino do movimento Hippie.

Com o rompimento dos Beatles, em 1970, John viu-se só com Yoko, e ambos gravaram vários discos juntos. A teoria do 'grito primal' do dr. Artur Janov, deu origem ao seu 1º disco solo, 'John Lennon / Plastic Ono Band', de 1970, e 'Imagine', seu segundo álbum tornou-se um fenômeno de vendas e a música sua obra prima.

No final de 1971 o casal voa para Nova York, onde fixam residência, fato pelo qual durante quase 5 anos fez com que John não pudesse sair dos Estados Unidos, pela falta do visto de permanência ( devido a sua posse de drogas na Inglaterra ). Só iria conseguir a 'Green Card' em 1976.

Campanhas anti-Vietnã e engajamentos políticos fizeram dele uma pessoa 'perigosa' para o Governo de Richard Nixon, e muitas vezes foi seguido pela FBI e teve seu telefone grampeado. Nessa época, ele e Yoko lançam o disco conjunto 'Sometime in New York City'.

Em 1973 John e Yoko fazem uma breve separação e John passa a viver em Los Angeles com sua secretária May Pang. Nessa fase grava dois discos: 'Mind Games' e 'Walls and Bridges', que são mais comerciais e tem pouco da linha ferina típica de John. Nessa época começa a gravar o disco 'Rock'n'Roll', que só seria terminado 2 anos mais tarde, contendo vários clássicos do Rock.

O 'Long Weekend' de John termina em 1975, quando após uma participação no Madison Square Garden em um show de Elton John, encontra Yoko Ono nos camarins e ambos reatam o 'affair'.

Compram vários apartamentos no edifício Dakota, em NY, onde John se torna pai pela 2ª vez. Sean Ono Lennon nasce no mesmo dia do aniversário de John, em 09 de Outubro de 1975. John começa então um jejum musical de 5 anos,fazendo pão e vendo seu filho crescer. Yoko toma conta dos negócios.

O movimento 'New Wave' de 1980 deu fôlego a John e Yoko para retornarem aos estúdios, quando gravam o disco 'Double Fantasy'. O Disco se torna um megassucesso.

O que houve depois disso todos sabem, e infelizmente a carreira de John termina em: 08 de Dezembro de 1980. Foram poucos os discos solo que John deixou, mas seu legado é enorme, e com certeza, John é o que se pode ser proclamado um dos músicos do século.



ReviewReviewReviewReviewReviewOct 2, '08 10:59 AM
by Ana Maria for everyone
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Georg Frideric Handel
1685 - 1759

George Frideric Handel nasceu em Halle, em 23 de fevereiro de 1685. Ainda jovem, aos 11 anos já tocava violino, espineta, oboé, e orgão. Em 1703 foi para Hamburg e começou a compor óperas italianas.

De 1706 a 1710, permaneceu na Itália onde conheceu Domenico Scarlatti e Arcangelo Corelli, vindo daí a influência da melodia italiana sobre sua música. Ao retornar a Alemanha, Händel se tornou Kapellmeister em Hanover.

Em 1710 viajou para Londres onde a ópera italiana estava se tornando famosa rapidamente. Lá, em Londres, produziu uma ópera, que recebeu grande aclamação e, tendo provado o sucesso, relutantemente voltou à Alemanha.

Ao voltar à Inglaterra em 1712, Händel uma vez mais compôs várias óperas e também um pouco de música cerimonial para Rainha Anne. Händel nunca mais voltou a Hanover. Ele permaneceu na Inglaterra pelo resto da vida e se tornou um cidadão naturalizado em 1726 , com o nome anglicano de George Frideric Händel.

Embora as óperas de Handel fossem populares quando foram escritas, o interesse do público inglês pela ópera tinha se enfraquecido consideravelmente, e Handel acabou perdendo muito dinheiro ao tentar achar sucesso adicional no gênero continuamente.

Ansioso para achar uma audiência nova, Handel voltou-se para a composição de oratorio: trabalhos dramáticos, normalmente com muito música coral, e freqüentemente com um assunto Bíblico, e o texto em inglês.
Mas o gênio de Handel não está em nenhuma parte mais evidente do que na música sublime que proveu para seu oratorio mais famoso, Messias que teve sua estréia em Dublin em 1741. Seu sucesso foi imediato. Os sucessos dos oratorios de Handel deixariam uma impressão profunda e duradoura na música inglesa durante o próximo século.

Em 1751, Handel começou a ter dificuldade com a visão. Ele suportou três operações nos olhos, feitas pelo mesmo cirurgião que operou Johann Sebastian Bach sem sucesso, e os resultados catastróficos o levaram a cegueira completa.

Handel morreu uma semana depois, aos 74 anos ao sofrer um colápso durante uma apresentação do oratório Messias em 1759. Ele foi enterrado na Abadia de Westminster.




ReviewReviewReviewReviewReviewSep 5, '08 8:52 AM
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Farrokh Bommi Bulsara - Freddie Mercury
Zanzibar, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991


Fred Mercury foi vocalista e líder da banda de rock britânica Queen. Considerado pelos críticos como um dos melhores artistas de sempre e com uma das vozes mais conhecidas do mundo, e numa recente pesquisa realizada com vários músicos conhecidos, ele foi eleito o melhor cantor de rock de todos os tempos.

Freddie Mercury nasceu na localidade de Stone Town, na ilha Zanzibar, à época colônia britânica, hoje pertencente à Tanzânia, na África Oriental. Seus pais, Bomi Bulsara e Jer Bulsara, eram indianos de etnia persa. Mercury foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Mumbai, na Índia, onde deu seus primeiros passos no âmbito da canção, ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado "Freddie" e, com o tempo até os seus pais passaram a chamá-lo assim.

Depois de se formar em sua terra natal, Mercury e família mudaram-se em 1964 para a Inglaterra devido a uma revolução iniciada em Zanzibar. Ele tinha dezoito anos. Lá diplomou-se em "Design Gráfico e Artístico" na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Este conhecimento mostrar-se-ia útil depois de Freddie projetar o famoso símbolo da banda.

Algo que poucos fãs sabem é que na escola de artes em que se bacharelou, Freddie era conhecido como um aluno exemplar e muito quieto. Tinha uma personalidade bastante introspectiva. Concluiu os exames finais do curso com conceito A. Possui uma série de trabalhos em arte visual, hoje disponíveis em alguns sítios na internet.

Na faculdade ele conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda, que passa a se chamar Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury. Ainda em 1970 ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua opção sexual, e mantiveram forte amizade até o fim de sua vida.

Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, como "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love", "Love Of My Life" e "We Are the Champions"; hinos eloqüentes e de estruturação extraordinária, particulares e sempiternos.

Lançou dois discos solo, aclamados pela crítica e público. Em 1991 surgiam rumores que Mercury estava com Aids, que se confirmaram em uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer, o que ocorreu na noite de 24 de novembro de 1991, em sua própria casa.

Em 25 de novembro de 1992 foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie) em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.

Os membros remanescentes dos Queen fundaram uma associação de caridade em seu nome, a "The Mercury Phoenix Trust", e organizaram em 20 de abril de 1992, no Wembley Stadium, o concerto beneficente "The Freddie Mercury Tribute Concert" para homenagear o trabalho e a vida de Freddie.

O cantor também foi conhecido pelo pseudônimo de Larry Lurex e pelo apelido Mr. Bad Guy.
Freddie Mercury por toda sua vida nunca soube dirigir automóvel.
Mercury era bissexual e era constantemente visto em companhia de homens e/ou mulheres.
Seu maior sonho era cantar ao lado de Montserrat Caballé, realizando-o em 1988, com o álbum Barcelona.

Há um anime chamado Sakigake!! Cromartie High School com um personagem chamado Freddie que possui características físicas bastante semelhantes com as do vocalista principal da banda Queen.


Fonte : Wikipédia





ReviewReviewReviewReviewReviewAug 30, '08 6:55 AM
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Andrea Bocelli
Nascido em Lajatico (Itália) no dia 22 de Setembro de 1958


Andrea Bocelli, tenor, compositor e produtor musical italiano, gravou quatro óperas completas (La bohème, Il trovatore, Werther e Tosca) além de vários álbuns clássicos e populares.

Bocelli nasceu com glaucoma congênito e ficou completamente cego quando tinha doze anos por causa de um acidente que ele sofreu quando foi atingido na cabeça jogando futebol.
Em sua infância, Andrea tocava órgão na igreja e aos doze anos de idade venceu o prêmio Margherita d'Oro, em Viareggio, com a canção "O Sole Mio", constituindo sua primeira vitória numa competição musical.

Depois de trabalhar por um ano como advogado (ele obteve um doutorado em direito na Universidade de Pisa), Andrea teve aulas de canto do maestro Luciano Bettarini, dedicando-se à música em tempo integral. Bocelli nunca parou seu treinamento vocal, atendendo "master classes" com o renomado tenor Franco Corelli em Turin.

Em 1992, o astro do rock italiano Zucchero Fornaciari testou Andrea enquanto procurava por tenores para fazer um dueto com ele na canção "Miserere"; quando ouviu a gravação, o tenor Luciano Pavarotti implorou a Zucchero para usar Andrea em vez dele mesmo. Enfim, a música foi gravada com Pavarotti, mas Andrea Bocelli acompanhou Zucchero em sua excursão européia.

Em 1994, Andrea apresentou-se no Festival de San Remo (Festival da canção italiana), ganhando o evento com a canção "Il mare calmo della sera", o que levou ao seu primeiro disco de ouro. No mesmo ano, estreou na ópera Macbeth, de Giuseppe Verdi, com o papel de Macduff, cantou no concerto beneficente de Pavarotti em Modena e apresentou-se para o Papa João Paulo II no Natal.

Bocelli cantou em muitos eventos de caridade e em várias outras ocasiões no mundo inteiro, como no local dos destroços do World Trade Center, em Outubro de 2001, eventos "Pavarotti & Friends" ("Pavarotti & Seus Amigos"), concertos para a fundação de pesquisa ARPA (da qual ele é presidente honorário) em Pisa, Itália, participou no projeto de CD feito por Sharon Osbourne para o fundo de ajuda para as vítimas do Tsunami de 2004 e apresentou-se num grande concerto transmitido pela televisão na Itália em Março de 2005, chamado "Music for Asia" ("Música para a Ásia").

Não se limitando só a cantar, Andrea contribuiu para vários trabalhos escritos, incluindo pequeno texto sobre amizade em compilação feita por Doris S. Platt e o prefácio e um "capítulo-entrevista" para um livro italiano sobre guarda conjunta. Ele também escreveu uma autobiografia, La musica del silenzio (A música do silêncio), que foi publicada em 1999. A tradução inglesa do livro foi lançada no ano seguinte, com o nome Andrea Bocelli: The Autobiography.

Referências: Wikipédia e site oficial


ReviewReviewReviewReviewReviewAug 29, '08 7:01 AM
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12.10.1935 - 06.09.2007

Filho de um padeiro, Pavarotti nasceu na cidade de Modena. Interessava-se tanto pela música como pelo futebol, mas o primeiro lugar em um concurso de canto o levou a escolher a carreira que o tornou célebre.

O tenor fez sua estréia em La Bohème, de Puccini, em Reggio Emilia, na Itália, em 1961. Em Milão, em 1966 estreou no Teatro alla Scala com La bohème. A sua consagração nos Estados Unidos veio quando interpretou Toni em La Fille du Regiment, de Donizetti, no Metropolitan Opera, em Nova York, em 1972.

No início da década de 1980, lançou The Pavarotti International Voice Competition para jovens cantores, concurso que manteve no decorrer dos anos.

Junto com os amigos Plácido Domingo e José Carreras formou os Três Tenores, trio que se apresentou em mais de 30 concertos de 1990 a 2003. Eles cantaram juntos em quatro partidas finais da Copa do Mundo, em Roma (1990), Los Angeles (1994), Paris (1998) e Yokohama (2002).

Às vezes criticado por seus megaconcertos, apresentou-se no Hyde Park em Londres e no Central Park de Nova York onde foi ouvido por mais de 500.000 pessoas. Pavarotti tem duas entradas no livro dos recordes: o maior número de chamadas ao palco - 165 - e o álbum de música clássica mais vendido - In Concert de Os Três Tenores.

Sua última turnê foi em 2004, aos 69 anos. Em 10 de Fevereiro de 2006, Pavarotti cantou "Nessun Dorma" na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006 em Turim. Em julho do mesmo ano descobriu um tumor no pâncreas e anunciou que pretendia voltar a se apresentar em 2007.

Pavarotti se casou pela primeira vez em 1960 com Ardua Veroni, mãe de três de suas filhas e de quem se divorciou em 1995. Em 2003, teve uma quarta filha, Alicia, com sua nova companheira, Nicoleta Mantovani, trinta anos mais nova. Eles se casaram em dezembro do mesmo ano.

O tenor faleceu aos 71 anos deixando quatro filhas e uma fortuna de mais de 200 milhões de euros.

Dono de uma voz inconfundível e de uma figura carismática, o tenor italiano Luciano Pavarotti conquistou multidões e ganhou respeito internacional. Apresentou-se não apenas ao lado de grandes tenores como Plácido Domingo e José Carreras, mas de astros pop . No Brasil, fez parceria com Roberto Carlos.



ReviewReviewReviewReviewReviewMar 27, '08 4:02 PM
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s t r a u s s I I
(1825-1899)
Johann Strauss II é considerado o músico mais famoso de toda a família Strauss. Ele nasceu em Viena, em 25 de outubro de 1825. Empregou-se como bancário para satisfazer o pai, embora estudasse violino sem seu conhecimento. Desde os dezesseis anos, Schiani (o apelido familiar do compositor) compôs música dançável e cada vez mais popular. Sua produção chegava a uma média de duas valsas por mês. Na forma, elas tinham certa semelhança com as criadas por seu pai, com uma introdução lenta e as melodias de grande inspiração, mas com os detalhes harmônicos e orquestrais mais ricos e sutis.

Aos dezenove anos aprontou uma surpresa para o pai: ao regressar de uma turnê, Johann Strauss I encontrou as ruas de Viena repleta de cartazes: 'Johann Strauss II apresenta sua orquestra e suas valsas'. Ficou mais estarrecido ainda quando, ao mandar emissários para o concerto, recebeu notícias avassaladoras. Em 15 de outubro de 1844, a orquestra de seu filho foi obrigada a voltar ao palco dezenove vezes para repetir a sua valsa Epigrama. Durante algum tempo, as orquestras de pai e filho foram concorrentes, mas com a morte do patriarca dos Strauss, em 1849, elas se juntaram. Quando chegou ao principal salão de Viena, Johann II recebeu de um dos músicos o violino que pertencera a seu pai e, com ele, conduziu as orquestras finalmente unidas. Na platéia, um cartaz previa o futuro do jovem: 'Viva o rei da valsa'.

O novo regente dividiu a orquestra em quatro grupos e, a cada noite, regia um após o outro. Aos vinte e nove anos, a fadiga o levou a delegar a seu irmão Josef parte dessa tarefa. Com isso, o jovem e próspero músico pôde dedicar-se à composição, além de viajar pela Europa e Estados Unidos, onde realizou uma apresentação histórica, ao reger uma orquestra de quase 1.000 músicos na comemoração dos 100 anos da independência americana, em 1876, na cidade de Boston.

Elegante, esguio, com brilhantes olhos negros e escura cabeleira ondulada, Johann II compôs sua obra mais popular, O Danúbio azul, depois de se casar com Jetty Treffz, seis anos mais velha do que ele. O Danúbio azul se transformaria, praticamente, no hino de Viena e serviu como tema musical do filme de Stanley Kubrick 'Uma odisséia no espaço' (1968). Seguiram-se composições também antológicas, como Vozes da Primavera , Sangue vienense, Vida de artista, Contos dos bosques de Viena, Vinho, mulheres e música, Valsa do imperador, Rosas do sul. O compositor foi casado, ainda, com Lily Dittrich e Adela Deutsch.

A criação da opereta O morcego (1874), considerada a sua obra-prima, teve uma influência decisiva de seu amigo Offenbach, o mais importante compositor de óperas cômicas da Europa na época e que esteve em Viena por volta de 1870. Depois de O morcego, em que exaltava a alegria de viver em Viena, Johann II compôs mais 13 operetas, deliciosas crônicas de costume. Entre seus amigos famosos estava também o compositor Brahms. Consagrado em vida, ele recebeu do imperador Francisco José o maior de todos os elogios para quem, na juventude, teve idéias republicanas: 'Tu também és imperador'.

Ao morrer, aos setenta e três anos em 3 de junho de 1899, Johann Strauss II, deixou um patrimônio musical de 479 obras, entre valsas, polcas, operetas e, para sempre, nos corações apaixonados, o sublime encanto que uma valsa de Strauss provoca quando se entrega ao prazer absoluto de sua música divina. Pode-se dizer que Johann Strauss II, além de seus dotes extraordinários de músico, foi símbolo de uma época que glorificava, com suas músicas, uma alegria de viver jamais superada.

Strauss II é considerado o rei da valsa. Suas mais conhecidas obras neste gênero são: Contos dos bosques de Viena (1868), O Danúbio azul (1867), Rosas do sul (1880), Sangue vienense (1871), Valsa do imperador, Vida de artista (1867), Vinho, mulheres e música, Vozes da primavera. O morcego (1874) é a sua principal opereta, seguido de O barão cigano (1885).



Recebi essa biografia por e.mail, desconheço a fonte

Ana Maria


ReviewReviewReviewReviewReviewMar 26, '08 9:02 AM
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Clarice Lispector nasceu em Tchelchenic na Ucrânia em 1920. Chegou ao Brasil com seus pais e irmãos aos 2 meses de idade e instalaram-se em Recife- Pernanbuco.
Sua infância foi passada com sérias dificuldades financeiras. Sua mãe morreu quando ela contava com apenas 9 anos de idade, quando então a familia resolveu se mudar para o Rio de Janeiro, lugar onde mais tarde Clarice começou a trabalhar como professora particular de Português.
Formou-se em Direito e em seguida começou a trabalhar como redatora na
Agência Nacional. O jornalismo a aproximou de nomes famosos como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, etc.
Suas idéias surgiam a qualquer hora e em qualquer lugar e uma característica de seu método de escrita, era anotar essas idéias, a qualquer hora em algum pedaço de papel.
Casou-se em 1943 com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem passou um longo tempo na Europa. O casamento durou 15 anos e dele nasceram seus filhos Pedro e Paulo.
Sua personalidade de romancista verdadeiramente excepcional já se revela em seu primeiro livro Perto do Coração Selvagem que fala sobre solidão e da incomunicabiliade humana.
Após a separação do marido, Clarice volta a viver no Rio de Janeiro com os filhos e por dificuldades financeiras volta ao jornalismo onde exerceu atividade até 1975.
Em 1977 concedeu entrevista a TV Cultura - São Paulo- com o compromisso de só ser transmitida após sua morte.
Clarice morreu no Rio de Janeiro no dia 9 de Dezembro de 1977, vítima de cancer, um dia antes de completar 57 anos de vida.
Queria ser enterrada no cemitério São João Batista, mas como era judia seu enterro aconteceu no Cemitério Israelita do Caju.

Ana Maria Ramos


ReviewReviewReviewReviewReviewFeb 27, '08 3:42 PM
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Padre António Vieira
O gigante da Oratória Sacra


Interrogar-se-á o leitor não católico, o estudioso profano, ou até mesmo o aluno agnóstico, anticlerical e pragmático, sobre a oportunidade, as razões, as vantagens, e os inconvenientes, que concorrem e decorrem para o, e ou do lançamento, neste início do terceiro milénio, de uma obra do século XVII, com sermões escolhidos de António Vieira, dado que se trata de prédicas de um padre nos púlpitos do Brasil e da Europa, numa época em que a Igreja - ainda toda poderosa - presidia aos destinos do Planeta, e o esclavagismo se encontrava no seu apogeu, apesar de o Renascimento ter surgido no Velho Mundo com novas práticas e idéias, entre as quais pontificava o humanismo, arejando mentes e consciências; tal interrogação teria sua razão de ser, não fosse Vieira o maior autor de língua portuguesa do século XVII - e um dos maiores de todos os tempos - e não fora a sua obra fruto de um talento inexcedível e de uma erudição ímpar, resultado de uma capacidade de intervenção oportuna e vigorosa, e consequência de uma ousadia sem limites, e de uma curiosidade intelectual única, o que a torna clássica, portanto, antológica.
Entretanto, a obra do padre Vieira impõe-se, ainda - e sobremaneira -, pela elevação e beleza de sua estilística, pela firmeza e clareza de suas construções retóricas, e pela oportunidade e humanismo de suas intervenções político-sociais, em que ora defende índios e negros, ora ataca a corrupção e o abuso, sem se esquecer de defender os cristãos novos, exilados, na tentativa de conseguir o retorno ao reino de seus capitais, tão necessários ao desenvolvimento de Portugal e do Novo Mundo, situação que ainda hoje perdura. Na realidade, os seus sermões - se bem que fossem clássicas peças de oratória sacra - jamais deixaram de ser, também, vibrantes, enérgicas, e oportunas intervenções político-sociais, quer se tratasse da exploração do trabalho escravo, da corrupção administrativa, ou da guerra contra os holandeses.

Quando estudamos Vieira, logo sobressaem as variadas facetas desse grande português do Brasil, onde avulta e brilha o primoroso escritor, o pregador sacro sem concorrente, e o humanista e homem de ação sem paralelo, a um tempo defensor de negros e índios, da justiça e da liberdade, a par de sua postura contra os abusos da Inquisição, sem esquecer o político e diplomata de muitas causas e batalhas, ou o filólogo que falava sete dialetos nativos, nos quais pregava e escrevia os catecismos com que ensinava os índios. Assim sendo, não é de estranhar que a moderna língua portuguesa, saída do gênio de Camões, tenha sido lapidada e consolidada, pela escrita e pela voz do padre Antônio Vieira, que elevou a prosa portuguesa à sua mais alta e pura expressão, como Camões tinha feito com a poesia épica.
Observe o leitor, o que se vem passando nos lugares e países onde - com muita frequência - se desloca o Papa João Paulo II, e repare nos milhões de fiéis e agnósticos, crentes e não tanto e, sobretudo, pessoas de todas as idades, religiões e condições sociais, que correm para ver o homem de carisma e saber, e ouvir aquele que personifica a fraternidade, o bom senso, a bondade, e a justiça. É que a resposta para as mais sérias e profundas indagações do ser humano - de onde viemos, quem somos e para onde vamos - ainda não foi conveniente e definitivamente encontrada, dado que ao nosso entendimento não basta, porque a nossa inteligência não aceita - pura e simplesmente - que a missão na Terra, e o destino final e fatal do Homem, sejam, apenas, a propagação da espécie, seguida do envelhecimento e morte física, quando tudo se acabe, à semelhança do que acontece com todo e qualquer animal e ou vegetal.
Na realidade, as multidões que ouviam Santo Agostinho (2) em Hipona, que na Itália e na França acompanhavam deslumbrados os pronunciamentos de Santo Antônio de Lisboa (3), que no Brasil, em Lisboa, e em Roma, assistiam aos sermões do Padre Antônio Vieira, e que hoje correm para ver e ouvir João Paulo II, procuravam esperam algo mais que um simples sermão, buscavam e desejam mais que uma bela peça oratória, ansiavam e querem muito que um espetáculo social ou humano porque, na realidade, precisam do que ainda não encontraram em suas existências, sejam novos indícios ou provas sobre a Essência da Vida, cintilantes luzes que conduzam a reveladores dados relativos ao Destino do Homem, e, até mesmo, visões que lhes permitam entender a missão dos homens à superfície da Terra, uma vez que a Humanidade, com toda a sua história, com todo o seu acumulado saber, com toda a sua inteligência, com toda a sua obra, com toda a sua racionalidade, de modo algum pode nivelar-se a qualquer outro agrupamento animal irracional.
Estudar António Vieira é abordar os mais complexos problemas da Vida, e mergulhar fundo na Existência e na Essência do Homem, uma vez que a análise crítica de seus sermões nos põe em contacto com fenómenos sociais e existenciais de todos os tempos, pois são de ontem, de hoje, e de sempre, tanto a justiça quanto a liberdade, ética como a fraternidade, a paz assim como a igualdade perante a lei, a alma e o espírito, que devem ser o fim primeiro e último de todo o estudo, e de todo o estudante, quaisquer que sejam a sua especialização académica, a sua ideologia política ou a sua crença religiosa. Além disso, o jesuíta Vieira escrevia e pregava como ninguém, tendo-nos deixado uma obra literária do mais puro vernáculo, original e pura, profunda e eclética, ética e estética, cujo estudo forma e engrandece, instrui e esclarece, eleva e enobrece quando a sua leitura interessada e atenta encanta e delicia o leigo, o estudante, o professor ou o erudito.

António Vieira - O Grande - foi um homem eclético e polivalente, porquanto encarnou vários personagens ao longo de sua atribulada vida, ou melhor, protagonizou, na vida real, e com perfeição, as variadas e importantíssimas funções de pregador, escritor, missionário, professor, diplomata, filósofo, conselheiro real e outras, no desempenho das quais sempre o brilho de sua inteligência, o vigor de sua palavra, o rigor de sua argumentação, a integridade de seu caráter, e a retidão de sua personalidade, augustos atributos que, de tão raros, o tornaram alvo dos baixos sentimentos de todos quantos - por inveja, despeito, ou interesses feridos - se sentiam ameaçados e ou humilhados pela excelência e grandeza de suas qualidades. Em boa verdade, no padre Antônio Vieira concorriam o intelectual e o homem de ação, o erudito e o professor, o orador e o místico, o humanista e o mítico, e a tal ponto, e com tanta profundidade o jesuíta assumia e desempenhava essas nobres tarefas que, em toda a sua longa existência, sempre se mostrou um homem de eleição, admirado e respeitado por nobres e plebeus, negros e índios, governadores e almirantes, reis e cardeais, pois, cada um a sua maneira, reverenciava, em Vieira, um ou mais dos muitos homens que nele se abrigavam.
Naturalmente, o penetrante, eficaz e convincente instrumento de ação e comunicação do padre Antônio Vieira foi a linguagem - falada e/ou escrita - sempre apaixonada e eloquente, vigorosa e convincente, inteligível e abrangente, certeira e inteligente, oportuna e comovente, através da qual cumpriu um longo e brilhante apostolado, exercido quer junto aos primitivos índios da Baía e do Pará e Maranhão (4), como perante os interesseiros colonos da sua capital São Luís; tanto face aos defensores da cidade de São Salvador, como aos seus reais ouvintes da Igreja de São Roque, em Lisboa; tanto perante os nobres da corte de D. João IV, como frente aos ilustres e ilustrados cardeais e prelados do Vaticano; tanto em reunião com os eruditos freqüentadores do palácio da rainha Cristina da Suécia, em Roma, como nas cortes européias, onde desempenhou delicadas e conturbadas missões doiplomáticas. E, em nenhum momento, a sua negritude - era.neto de uma mulata africana - foi obstáculo aos seus objetivos. Na realidade, talvez o padre Antônio Vieira devesse à sua mestiçagem alguns de seus melhores atributos.
Entre os quatro principais modelos de oratória - académica, política, judiciária e sagrada - o classicismo português distinguiu-se e brilhou nesta última, mercê do engenho e arte do padre António Vieira, o gigante dos púlpitos do século XVII que, tanto no Brasil quanto na Europa, atingiu as culminâncias do prestígio e da fama, elevando, até as alturas, a oratória sacra em língua portuguesa, quando os seus Sermões deslumbraram índios e senhores de engenho, plebeus e nobres, simples e eruditos, reis e cardeais, altura em que o próprio papa se viu arrebatado pela demolidora dialética e pelas empolgantes construções retóricas do jesuíta português. Senhor de insuperável gênio verbal, caracterizado por um raciocínio dedutivo de irretocável lógica, o talentoso Vieira manipulava a riqueza vocabular da nossa língua portuguesa, com insuperável maestria, o que lhe permitiu atingir inigualável expressão oral, sem jamais macular a pureza do idioma. Como dizia Fidelino de Figueiredo: "Vieira é um modelo de expressão, de relevo enérgico, e de eloquência. Maravilha-nos que ele conseguisse tais efeitos, com um léxico tão reduzido, e uma sintaxe tão correntia... Um inimitável mestre na arte de combinar valores comuns em efeitos novos e relevantes. Esse dom nasceu com ele, morreu com ele".
Assim como Camões foi o grande artista da palavra escrita que, com sua obra, proporcionou à moderna língua portuguesa a "arte final" - que à superior beleza estética de sua poética, adicionou uma linguagem vibrante e arrebatadora, e uma riqueza descritiva clara, objetiva, e profunda, a tornarem Os Lusíadas um marco na história da poesia épica mundial, e a sua obra referência da língua dita "de Camões" - não é menos certo que, um século depois, aos sermões do padre Antônio Vieira se deveu, não apenas a consagração definitiva do idioma luso, como, ainda, e principalmente, a consolidação da nobre fala dos hoje mais de duzentos milhões de seres humanos, nos cinco continentes, língua que se aproxima dos 500.000 (quinhentos mil) vocábulos. E tão marcante, permanente e definitiva foi - para a afirmação e perenização da "última flor do Lacio" - a contribuição da obra de Vieira, que o seu biógrafo, D. Francisco Alexandre Lobo, bispo de Viseu, sobre ela, assim se pronunciou:

"Se o uso da nossa língua se perder, e com ele por acaso acabarem todos os nossos escritos, que não Os Lusíadas e as obras de Vieira, o português, quer no estilo da prosa, quer no poético, ainda viverá na sua perfeita índole nativa, e na sua riquíssima cópia e louçania".


A riquíssima e vasta obra do jesuíta padre Antônio Vieira - de quem conhecemos cerca de duzentos e vinte sermões, mais ou menos seiscentas e cinqüenta cartas, muitos discursos apologéticos, gratulatórios, e panegíricos; além de exortações, exórdios, prédicas, homilias, e orações fúnebres, não esquecendo a sua defesa no processo que lhe foi movido pela Inquisição, e, principalmente, uma relativamente curta peroração, mas encantadora obra-prima, que é Lágrimas do Heráclito (5) defendidas em Roma pelo padre Antônio Vieira contra o riso de Demócrito (6) - dizíamos, a obra de Vieira constitui o mais rico, variado e significativo conjunto de sermões e orações sacras em língua portuguesa, resultado do génio e talento daquele que foi - indiscutivelmente - o maior e mais brilhante orador sacro do século dezessete e um dos pregadores mais talentosos e arrebatadores de sempre, ombreando com Santo Agostinho de Hipona e com Santo Antônio de Lisboa - chamado de Pádua - a par dos mais prestigiados, conhecidos e respeitados doutores da Igreja em todos os tempos e lugares.
Em Vieira, encanta e embriaga a beleza estética de sua parenética - enquanto eloqüência sacra ou arte de pregar - porquanto, nenhum outro pregador da Idade Moderna tão belos sermões escreveu e disse, tão longe chegou na arte sermonária, tanto ousou, tão brilhante e convincente foi e, acima de tudo, tantas paixões extravasou e despertou, como o amado Paiaçu (padre grande) dos índios do Grão Pará e Maranhão, aos quais também muito amou e defendeu contra os abusos dos senhores da época, os quais, nada podendo contra a força de sua palavra, e a capacidade de seus argumentos, acabaram por expulsá-lo para Portugal, assim como aos seus companheiros. Mas, o que mais importa, e se deve destacar_na inigualável obra do padre Antônio Vieira, é a oportunidade dos temas abordados, o sentido de justiça de suas intervenções, e a atualidade de seu conteúdo e de sua doutrina, porquanto - hoje, como ontem - a violência é brutal e generalizada, a miséria injustificada e injusta, e a injustiça social por demais desumana, para não falar da escandalosa e tolerada corrupção.

Da grandiosa, rica, e erudita obra de Vieira, sobressaem naturalmente os Sermões, que resplandecem como brilhantes, por serem empolgantes peças de oratória - acentuadamente barrocas (7) - onde metáforas e alegorias são muitas vezes magistralmente incluídas e manuseadas, de molde a enriquecer imagens e conceitos, que ilustravam a sua linguagem, e causavam profundo impacto no auditório; tais artifícios de discurso e linguagem, de inigualável e elegantíssimo estilo, e de incisiva e clarividente oportunidade, revelavam excepcional talento oratório, aguda e profunda sensibilidade, e enciclopédica erudição, a qual dava mais luz ao já esfuziante brilho da sua palavra, onde sobressaía, indestrutível, a capacidade de argumentação, a tomar inatacáveis - porque conclusivas - suas perfeitas, arrojadas, e belas construções retóricas, normalmente alicerçadas em princípios e revelações bíblicas, devidamente ilustradas com exemplos concretos, do dia-a-dia da vida de seus ouvintes.
Entre os cerca de duzentos e vinte sermões a que fizemos referência, contam-se trinta alusivos ao Rosário, vinte e cinco sobre a Quaresma, dezoito acerca de São Francisco Xavier (o grande apóstolo das índias), catorze relativos à Eucaristia, nove invocando Santo António de Lisboa - dito de Pádua - o mais famoso dos quais é conhecido como Sermão de Santo António ou dos Peixes, porque inspirado no célebre Sermão de Santo António aos Peixes - oito sobre o lava-pés, sete relativos ao Advento, seis sobre o Mandato, quatro invocando São Roque, e três abordando a Quarta-feira de Cinzas, além de outros sobre a Páscoa, o Espírito Santo, o Santíssimo Sacramento, o Pentecostes, sermões de Ação de Graças, muitos mais abordando temas como as Misericórdias, e todos eles belíssimas peças da oratória sagrada lusobrasileira, redigidos no mais puro e belo estilo da nossa língua portuguesa, se bem que - em alguns dentre eles - possamos destacar atributos especiais, tais como a oportunidade dos temas, o vigor e precisão da linguagem, ou a elevada concepção artística, que o orador arquiteta de forma sublime, como no caso do Sermão do Espírito Santo, quando compara o trabalho do missionário (7) - que ele era - ao ofício do artista escultor, e o faz de um modo inigualável:

Vêde o que faz em uma pedra a arte. Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas - tosca, bruta, dura, informe - e depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão, e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda. Ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afila-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços. espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos: aqui desprega, al iarruga, acolá recama, e fica um homem perfeito, talvez um santo que se pode pôr no altar. O mesmo será, se à vossa indústria não faltar a graça divina".


Aqui chegados, cumpre-nos ressaltar o fato de o padre António Vieira - escritor e orador sem paralelo, cuja obra reflete o esplendor da oratória sacra na milenar língua portuguesa, tendo em conta que SantoAntónio pregava em latim - ter-se revelado um homem de exceção, não apenas através dos Sermões que o consagraram e/ou das cartas que o perpetuaram, mas, ainda, através da sua vastíssima obra como evangelizador, professor, diplomata, político e estadista, o que lhe granjeou a inveja e o ciúme de muitos de seus colegas contenporâneos, baixos sentimentos a que ficou devendo perseguições e vinganças, ódios e rancores, traições e maus tratos, a sua expulsão do Maranhão pelos colonos, ou o processo e julgamento a que foi submetido pela Inquisição, de que resultou condenação a quatro anos de cárcere, dos quais cumpriu pouco da metade.
Entretanto, é mister apresentar-vos uma análise crítica específica, e mais acurada, relativamente aos sermões escolhidos para figurarem nesta obra, não apenas esclarecendo os motivos de sua seleção - onde ressaltam a oportunidade dos temas, a profundidade e atualidade dos conceitos, e, acima de tudo, as suas superior beleza estética e moralidade ética, valores perenes sempre presentes na obra do grande jesuíta - como ainda, e principalmente, esclarecer as circunstâncias que presidiram à sua feitura, porquanto, em Vieira, todos os pronunciamentos perseguiam um objetivo imediato, obedeciam a um humanista impulso de consciência e, muito especialmente, visavam uma correção de rumos no sentido da justiça, da valorização da moral social, e do bem-estar das comunidades, mormente das mais desfavorecidas, ignorantes, e destituídas.
São cinco os sermões selecionados para compor a presente obra - apresentados por ordem cronológica - que se encerra com uma brilhantíssima abordagem filosófica do pranto e do riso, conferência efetuada em Roma, no palácio da rainha Cristina da Suécia, perante os mais influentes prelados e dignitários da corte papal, que lá se reuniam frequentemente:

01 - Sermão da Primeira Dominga da Quaresma (ou das Tentações)
02 - Sermão de Santo António (ou dos Peixes)
03 - Sermão da Sexagéxima (ou do Evangelho)
04 - Sermão do Bom Ladrão (ou da Audácia)
05 - Sermão da Epifania (ou do Evangelho)
06 - O Pranto e o Riso, ou as Lágrimas de Heraclito defendidas em Roma pelo Padre António Vieira contra o riso de Demócrito (Roma, palácio da RAINHA Cristina da Suécia, 1674)
S. Paulo, Maio de 2003

Notas
1. Escritor, poeta e jornalista. É oficial do exército português, licenciado em ciências militares pela Academia Militar de Lisboa, e pós-graduado em administração de empresas pela Universidade Mackenzie, com o curso de língua e cultura francesas da Alliance Française. Pertence às Academias Cristã de Letras (Patrono António Vieira) e Paulistano da História, às Ordens Nacional dos Bandeirantes e dos Escritores, e ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, como sócio-titular. Tem vários livros publicados em Portugal e no Brasil.
2. Talvez o mais célebre dos padres do séc. IV e V, foi bispo de Hipona (África) e autor de Confissões.
3. Célebre padroeiro dos namorados, nasceu em Lisboa, em 1195, e faleceu em 13.06.1231, perto de Pádua, onde está sepultado.
4. Filósofo grego (século VI a.C.); autor da obra Sobre o universo
5. Filósofo grego (século V a.C.); autor da teoria do átomo.
6. Estilo ou tendência que prioriza a sensibilidade.
7. Vieira comparava o índio à pedra bruta, a quem o missionário transformava em "estátua".
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José Verdasca












ReviewReviewReviewReviewReviewDec 15, '07 2:54 PM
by Ana Maria for everyone
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Arquiteto brasileiro

15-12-1907, Rio de Janeiro (RJ)

Amante das curvas, Oscar Niemeyer Soares Filho revolucionou a arquitetura mundial com a beleza, leveza e inventividade de suas obras numa época em que imperava o rigor técnico.
Nasceu no Rio de Janeiro e se formou pela Escola Nacional de Belas-Artes (1934). Como estagiário no escritório de Lúcio Costa, integrou em 1936 a equipe de arquitetos que colaborou com Le Corbusier – a grande influência de sua vida – na construção do edifício do Ministério da Educação, hoje Palácio da Cultura, do Rio de Janeiro, um marco da moderna arquitetura brasileira. Aos
35 anos, desprezando deliberadamente os ângulos retos
e a arquitetura racionalista feita de régua e esquadro, penetrando com desenvoltura no espaço de curvas e retas que o concreto armado oferece, surpreendeu o Brasil e o exterior com os imprevisíveis e criativos prédios do Conjunto da Pampulha (MG). Em 1939, de novo ao lado de Lúcio Costa, trabalhou no projeto do pavilhão brasileiro na Feira Internacional de Nova York. Em 1947, ganhou por unanimidade o concurso para a construção da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Seguindo sempre a linha de liberdade plástica e invenção arquitetural, de 1956 a 1959 dedicou-se à construção de uma das mais arrojadas obras de urbanismo e arquitetura do século: Brasília. Respeitando o Plano Piloto de Lúcio Costa, realizou os principais prédios: os palácios da Alvorada e dos Arcos, os ministérios, a Praça dos Três Poderes, a catedral, a universidade e os blocos residenciais. Durante a ditadura, foi forçado a deixar o país
e exilou-se na França, devido à sua ligação com o Partido Comunista. Criou diversos projetos em vários países: Alemanha, Argélia, Cuba, Estados Unidos, França, Inglaterra, Israel, Itália, Líbano, Portugual, Venezuela, cidade de Neguev e Turim. Na França, De Gaulle e Malraux elaboraram uma lei especial para permitir que trabalhasse no país por toda a vida. No final dos anos de 1960, retornou ao Brasil e passou a lecionar na Universidade do Rio de Janeiro. Nos anos de 1980, mantendo o jogo harmônico de volumes e grandes espaços livres e abdicando dos detalhes menores, ergueu em São Paulo o monumental Memorial da América Latina.



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